face to face
“Eu conheço essa solidão, essa solidão das pessoas, e sei que elas são corajosas em sua solidão. São como crianças que, no escuro, decidem não gritar. Porque podem ficar com mais medo se não vier ninguém quando gritarem. Elas choram em silêncio, contidas, em sua solidão.”
“Estou com uma vergonha terrível. Eu gostaria, ao menos uma vez, de ter as palavras certas. Uma única vez.”“Passei um bom tempo na porta observando duas pessoas idosas. Em união. Aproximando-se lentamente daquele ponto misterioso e terrível em que vão ter que se separar. Eu vi a dignidade e a humildade e, por um breve momento, compreendi que o amor acolhe tudo, até a morte.”
Três dias para terminar de assistir. Não é fácil. Embrulha. Bergman e sua capacidade de falar por meio de seus personagens com tanta poesia e, ainda assim, fazê-los parecer pessoas muito reais é o que o torna um dos artistas mais importantes — meu favorito — e impressionantes da história recente.
Não há nada mais horrível do que a fragilidade da mente humana. Nas mãos de nossos magníficos cérebros, somos capazes de brilhantismo genuíno, somos capazes de grande maldade, mas somos tão suscetíveis a essa terrível vulnerabilidade e desordem.
Há um pouco de Jenny em todos nós.

Comentários
Postar um comentário